Não sei mais dormir sem seu Boa Noite ou acordar sem seu Bom Dia! O msn perde totalmente a função quando você não está! O celular é inútil se não liga ou não manda mensagem! Os dias são insuportáveis se não nos falamos! Os melhores adjetivos são seus, os maiores sentimentos também! Te amo de uma forma tão pura, tão inocente, tão bonita! Ninguém entende isso.. É, as pessoas são maldosas em sua maioria.
Tenho duas coisas pra te dizer: Desculpa e Obrigado!
Comecemos pela primeira então: Desculpa pelas chatices, pelos xiliques, por surtar constantemente! Você nem imagina o quanto sou insegura e o meu medo de que tudo isso tenha um prazo de validade! Sou do tipo que amo de verdade, que me apego pra sempre e, se a outra parte não é assim, no fim sempre sou eu que sofro. Não quero imaginar te perder! NÃO POSSO imaginar.Talvez seja tudo besteira, mas eu já deveria começar me preparar para um eventual fim! No entanto, não consigo, não quero, na verdade! Vamos viver o agora e pensar no depois em outra ocasião né não? E o meu agora é você pertinho mesmo longe!!! É você e suas gentilezas!! Você tão vida, tão anjo, tão perfeito.
Quanto ao obrigado: Milhões e Milhões! Por tudo! Por me aturar, por me escutar, por me deixar te escutar, pelo abraço, pela consideração, pela paciência, pelo tempo, pelo sentimento! Por me fazer feliz com uma só frase, por me mostrar que as pessoas ainda valem a pena, por me fazer contar os dias, por me trazer paz, por ser meu motivo de choro e de sorrisos, por ser BABY!!! Por ser amor puro e verdadeiro, sem qualquer outra intenção! Por ser meu incentivo! Por ser meu motivo de sol e meu olho verde mais lindo! Sabe de uma coisa? TE AMOOOOOOOO! :)
(um dia te levo comigo e de saudade sua eu não choro mais! quem tem amor assim distante não tem o bastante pra sobreviver! pra todo mal da minha vida, pra curar qualquer ferida meu remédio é VOCÊ)
Ela não é a mais bonita. Ela sonha acordada e chora sem razão. Ela usa perfume doce. Ela já foi chamada de perfeita e descobriu que a perfeição sempre cansa. Ela já viveu um grande amor que nunca saiu das páginas de um livro. Ela já desejou ser outra pessoa, mas percebeu que gostava mesmo era de ser ela. Ela tem cara de insuportável. Ela que vive com o coração na boca. Ela que tem defeitos. Ela resolveu deixar tudo Guardado Aqui...
terça-feira, 1 de novembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Um dia, quem sabe..
Terá o melhor perfume do mundo e a barba por fazer. A cama mais quente e o edredon mais macio. Vai me achar intensa demais, racional demais. Vai me fazer SUA mulher e SÓ sua. Vai ter filme bobinho, pipoca, cerveja, time de futebol, amigos e família. Será MINHA família. Terá foto de beijo e mensagem de madrugada. Ligações repentinas em uma segunda-feira de chuva só pra dizer que faço falta. Será A falta, A saudade, A vontade. Vai ter o melhor sorriso matinal e a camisa perfeita pra que eu use como pijama. Vai ter briga e discussões, mas também a paz, aquela paz que só você poderá me trazer. Surgirão planos, promessas, futuro. Será o porto, o chão, o caminho de volta. O melhor peito pra deitar, o melhor abraço pra proteger. Será MEU e de mais ninguém. Vai escutar pagode, sertanejo, jazz, mpb. Vai ME escutar. Vai adorar minha família, meus amigos e meu ciúmes. Me achar ciumenta demais. Meus medos, meus anseios e minhas indignações. Vai querer ser por mim. Vai aparecer, um dia, quem sabe?
(Se você não demorar muito posso esperá-lo por toda a minha vida... Oscar Wilde)
(Se você não demorar muito posso esperá-lo por toda a minha vida... Oscar Wilde)
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Mas o coração ó...
Promete que não faz mais isso? Eu tô te pedindo! Não tô podendo escutar, ler ou sentir qualquer coisa!
Me deixa do jeito que eu estava mesmo! Sem sentimento! Cumprindo fielmente minha promessa de ser a durona desapegada! Bem melhor assim! Sono tranquilo, expectativa zero, compromisso nenhum!
Aquilo que já nasce sem qualquer sentido tende a permanecer sem sentido! Aconteceu do nada! de uma brincadeira que parecia ser saudável, engraçada! Foi longe né? O que você fez comigo heeeein??? Ou melhor, o que eu tô fazendo????
Frases soltas ficam rodando na minha cabeça e eu parada tentando entender! Não fala de destino não!! Sei que amanhã tudo volta ao normal! TEM que voltar né?? É o tempo que se encarrega das respostas! Promessas são quebradas, às vezes, mas nada que uma
boa dose de determinação não as traga de volta! Será dia de acordar e fingir que nada aconteceu! Uma simples distração talvez! Mas o coração ó.. continua aqui.. intacto e daquele jeito que nunca deveria ter mudado: duro, insensível e desapegado!
Me deixa do jeito que eu estava mesmo! Sem sentimento! Cumprindo fielmente minha promessa de ser a durona desapegada! Bem melhor assim! Sono tranquilo, expectativa zero, compromisso nenhum!
Aquilo que já nasce sem qualquer sentido tende a permanecer sem sentido! Aconteceu do nada! de uma brincadeira que parecia ser saudável, engraçada! Foi longe né? O que você fez comigo heeeein??? Ou melhor, o que eu tô fazendo????
Frases soltas ficam rodando na minha cabeça e eu parada tentando entender! Não fala de destino não!! Sei que amanhã tudo volta ao normal! TEM que voltar né?? É o tempo que se encarrega das respostas! Promessas são quebradas, às vezes, mas nada que uma
boa dose de determinação não as traga de volta! Será dia de acordar e fingir que nada aconteceu! Uma simples distração talvez! Mas o coração ó.. continua aqui.. intacto e daquele jeito que nunca deveria ter mudado: duro, insensível e desapegado!
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Alheios..
Aí eu me alimento de sonhos alheios!! Até onde isso seria ruim? No meu ponto de vista em lugar nenhum!!! Na verdade me sinto privilegiada de ter com quem partilhar idéias e pretensões tão distantes da minha realidade!!! Crescimento indireto sabe? Me sinto bem escutando sobre atualidades e aquisições que agora, o mais perto que estão de mim, só através de papos informais e risadas soltas em uma mesa da lanchonete! Agradeço por me envolverem, me explicarem e por me deixar sonhar junto!!!! Inveja? DE FORMA ALGUMA! Cada um tem o que pode! e fazer o que se no momento minhas posses são restritas? Não me envergonho de assumir isso! Sei, que na verdade, tudo é fase.. tudo é válido! São situações que me impulsionam e me fazem lutar pelo futuro!!! Querer ser gente grande sabe? ainda vou me lembrar de todas as restrições com carinho e certeza de que foram necessárias pra poder alcançar meu caminho de sol! :)
domingo, 31 de julho de 2011
Insuportavelmente Você!
Parece que quando tenho que tomar decisões Você sempre se encontra entre elas! meio que automático sabe? São horas que te queria aqui, do meu lado! Você e suas opiniões furadas que nunca concordei, mas que no fundo gostava de escutar!! Nem que fosse pra causar discórdia, a gente brigar e depois dar risada de porque estávamos discutindo mesmo? Você e seus planos que não se encaixavam nos meus, mas que fingíamos compatibilidade só pra poder sonhar e se abraçar! Você e sua mania irritante de me censurar, de ter ciúmes e não demonstrar enquanto eu parecia a louca insegura! Você que chorou e pediu para que eu parasse de fazer tudo aquilo! Você que me fez chorar!
Tanto tempo inerte, me mantendo adormecida, escondendo até de mim um sentimento que ao mínimo resquício de aparecimento mudava de pensamento.. HOJE NÃO TÔ CONSEGUINDO! e parece que até de proprósito! pra doer mesmo! afinal, uma certa dorzinha é melhor que qualquer indiferença!
É como já disse.. em cada decisão a ser tomada me falta sua reprovação! Porque eu sei que seria assim! Você reprovaria todas elas e me diria que sou independente demais.. sensata demais.. egoísta demais! Depois iria morder minha bochecha (sabendo que odeio isso!), rir e falar: vamos mudar de assunto, não quero brigar! Mas já teríamos brigado, seja por aquilo que quero ou pela mordida mesmo! rs..
No fundo sempre fomos assim né? Briga e paz! Tapa e Beijo! ou como clichê da novela: Morde e Assopra!
Talvez Você sempre teve razão.. minha racionalidade, meus sonhos ou o que você chamava de planos de vida nos tenha destruído! Não saberia lidar com meus gostos, com a minha não submissão!
Pena, pra tudo existe uma adaptação.. mas eu não fazia parte das suas né?
Só quero dizer que não tô arrependida das minhas escolhas que infelizmente nos afastaram! até porque não foram só elas as responsáveis!! Só quero dizer que de vez em quando vou te lembrar junto com vários momentos, chorar um pouquinho, pegar um livro de Direito Civil e focar na minha vida novamente!
Tanto tempo inerte, me mantendo adormecida, escondendo até de mim um sentimento que ao mínimo resquício de aparecimento mudava de pensamento.. HOJE NÃO TÔ CONSEGUINDO! e parece que até de proprósito! pra doer mesmo! afinal, uma certa dorzinha é melhor que qualquer indiferença!
É como já disse.. em cada decisão a ser tomada me falta sua reprovação! Porque eu sei que seria assim! Você reprovaria todas elas e me diria que sou independente demais.. sensata demais.. egoísta demais! Depois iria morder minha bochecha (sabendo que odeio isso!), rir e falar: vamos mudar de assunto, não quero brigar! Mas já teríamos brigado, seja por aquilo que quero ou pela mordida mesmo! rs..
No fundo sempre fomos assim né? Briga e paz! Tapa e Beijo! ou como clichê da novela: Morde e Assopra!
Talvez Você sempre teve razão.. minha racionalidade, meus sonhos ou o que você chamava de planos de vida nos tenha destruído! Não saberia lidar com meus gostos, com a minha não submissão!
Pena, pra tudo existe uma adaptação.. mas eu não fazia parte das suas né?
Só quero dizer que não tô arrependida das minhas escolhas que infelizmente nos afastaram! até porque não foram só elas as responsáveis!! Só quero dizer que de vez em quando vou te lembrar junto com vários momentos, chorar um pouquinho, pegar um livro de Direito Civil e focar na minha vida novamente!
domingo, 20 de março de 2011
Cansei de saber
Eu não sei o que estarei fazendo daqui a dois anos. Daqui a duas horas. Não sei se o rumo que eu tomar vai me trazer a segurança dos sonhos, ou ainda mais importante, a realização profissional. Não sei mais o quanto minha consciência tem me exigido vocação pra fazer as coisas ‘direito’. Não sei se só fazer o certo é suficiente quando a gente silencia diante de tanta coisa errada, achando que não vai adiantar. Desista porque não vai adiantar. Cuidado com as pessoas. Cuidado com o que faz por elas, cuidado com o que elas podem fazer pra você. Ninguém se preocupa porque você está com raiva, mas se apaixonar é perigoso. I’m tired of ‘waiting for the world to change’, John Mayer. E agora José? O que eu faço, Drummond? Poesia? Toco violão? Cadê aranha radioativa pra me dar superpoderes, Mr. Parker?
Eu sei das minhas vontades e não quero saber das frustrações, mas elas ficam paradas olhando pra mim de cima das mesas, estantes, cadeiras, páginas e vozes. É tudo tão automático. Tudo te avisando ‘olha, seja realista...’ e o mundo não é bem assim, descubra isso de mil maneiras. Então mundo, eu fico te vasculhando pra achar a diferença e encontro minha felicidade fora de contexto. A arte que faz sentido e ninguém entende. Ou talvez seja só uma ilusão agradável. Uma sede de vida que ficou por lá esperando a vontade procurar. Procurei, achei e não sei o que fazer com ela. To começando a achar que não é culpa minha por me iludir e sim do mundo por me desiludir e ainda chamar isso de aprendizado. Acho que eu que tô certa e o mundo que tá errado. O quê fizeram com os conceitos de certo e errado? O certo é ser egoísta. É gostar menos, esperar menos, acreditar menos e se dedicar menos porque você vai acabar se decepcionando mesmo, então simplesmente seja a pior pessoa do mundo. Fazer o certo é errado, mas já nem sei o quê que é um e o que é outro mesmo... vou continuar não sabendo. Tente me ensinar que eu canto pra não ouvir.
Por Tainá
(http://tainacdo.blogspot.com/)
Eu sei das minhas vontades e não quero saber das frustrações, mas elas ficam paradas olhando pra mim de cima das mesas, estantes, cadeiras, páginas e vozes. É tudo tão automático. Tudo te avisando ‘olha, seja realista...’ e o mundo não é bem assim, descubra isso de mil maneiras. Então mundo, eu fico te vasculhando pra achar a diferença e encontro minha felicidade fora de contexto. A arte que faz sentido e ninguém entende. Ou talvez seja só uma ilusão agradável. Uma sede de vida que ficou por lá esperando a vontade procurar. Procurei, achei e não sei o que fazer com ela. To começando a achar que não é culpa minha por me iludir e sim do mundo por me desiludir e ainda chamar isso de aprendizado. Acho que eu que tô certa e o mundo que tá errado. O quê fizeram com os conceitos de certo e errado? O certo é ser egoísta. É gostar menos, esperar menos, acreditar menos e se dedicar menos porque você vai acabar se decepcionando mesmo, então simplesmente seja a pior pessoa do mundo. Fazer o certo é errado, mas já nem sei o quê que é um e o que é outro mesmo... vou continuar não sabendo. Tente me ensinar que eu canto pra não ouvir.
Por Tainá
(http://tainacdo.blogspot.com/)
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Nada é só bom!
Ao assistir ao novo filme de Arnaldo Jabor, “A Suprema Felicidade”, fiquei desesperada porque não tinha uma caneta e um bloquinho. Eu nunca ando sem uma caneta e um bloquinho. Mas assisti ao filme na abertura do Festival de Cinema do Rio, na quinta-feira (23/9), vestida para festa e com uma daquelas bolsas ridículas onde mal cabem o batom e o dinheiro do táxi. Um problema quando ouvimos uma frase realmente ótima e tudo o que encontramos para retê-la é um bastão com algum nome bizarro como “beijo fatal”. Tive de apelar para a minha péssima memória porque há no filme algumas frases imperdíveis. Daquele tipo essencial, tão boas que parecem simples e até óbvias e você quer morrer por nunca tê-las escrito. Estas frases unem as memórias do cineasta, que vão emergindo no filme do mesmo modo que as lembramos na vida – sem linearidade e só aparentemente descosturadas. Fiquei repetindo-as durante toda a sessão para mim mesma. Consegui que sobrevivessem razoavelmente ilesas. E a primeira delas é a do título desta coluna: “Nada é só bom”.
Virou meu mantra desde então. Vejo tanta gente sofrendo por aí, achando que sua vida está aquém do que deveria ser, porque tudo deveria ser só bom. Não sei quando nos enfiaram garganta abaixo esta ideia absurda de um estado de felicidade absoluta. Uma espécie de nirvana a ser alcançado em que nada mais nos perturbaria e que seríamos felizes para sempre. Na verdade, só há um jeito de isso acontecer: podemos ser felizes e mortos. Porque este estado imperturbável, imune à vida, só se alcança na morte.
Acho que a grande causa atual de infelicidade é a exigência da felicidade. É o deslocamento do lugar da felicidade para o centro da vida, como um fim a ser alcançado e a medida de uma existência que valha a pena. Se nos lembrarmos bem dos contos de fadas, o “e foram felizes para sempre” era exatamente o fim da história. Era quando o conto morria num ponto final porque não havia mais nada relevante para ser contado. Tudo o que interessava, o que nos hipnotizava e nos mantinha pedindo a nossos pais ou à professora ou a nós mesmos “de novo, conta de novo”, era o que vinha antes. O desejo, as turbulências, os avanços e recuos, os tropeços e os arrependimentos, os erros, o frio na barriga, a busca. Tudo aquilo que é a matéria da vida de todos. O que realmente importa.
Acho impressionante a quantidade de adultos pedindo um final feliz para as suas vidas, para suas histórias de amor, para o sucesso profissional. Não há nenhum mistério no final. Independentemente do que cada um acredita, o fato é que no final a vida como cada um a conhece acaba. Para viver, o que nos interessa não são os pontos finais, mas as vírgulas. Os acontecimentos do meio, o enredo entre o primeiro parágrafo e o último.
Escrevo pequenas histórias de ficção em um site de crônicas e alguns leitores se manifestam, por comentários ou por email, reclamando do desfecho. Eles me ensinam sobre esta exigência da felicidade por toda parte. Pedem, com todas as letras, “um final feliz”. Sentem-se traídos porque não dou isso a eles. Mas voltam na semana seguinte para se perturbarem com o desfecho do novo conto e reclamar mais uma vez. São adultos pedindo histórias da carochinha. E consumidores bem treinados para achar que tudo é produto de consumo.
Acham que ofereço a eles cachorro-quente. Por favor, um pouco mais de mostarda, duas salsichas, menos pimenta no molho. É muito interessante. Mas, de algum modo, algo nos meus “finais infelizes” os engata. Porque, em vez de me deixar para lá e ler algo mais “feliz”, voltam por alguma razão. Talvez descobrir se me rendi a tal da felicidade.
A ideia de felicidade como um fim em si mesmo encobre e desbota tanto a delicadeza quanto a grandeza do que vivemos hoje, faz com que olhemos para nossas pequenas conquistas, nossos amores nem sempre tão grandiloquentes, nosso trabalho às vezes chato, como se fosse pouco. Apenas porque nem a conquista nem o amor nem o trabalho é só bom. E há uma crença coletiva e alimentada pelo mundo do consumo afirmando que tudo deveria ser só bom. E se não é só bom é porque fracassamos.
Deixamos então de enxergar a beleza de nosso amor imperfeito, de nossa família imperfeita, de nosso trabalho imperfeito, de nosso corpo imperfeito, de nossos dentes imperfeitos e até de nossas taxas de colesterol imperfeitas. De nossos dias imperfeitos. Escolher como olhamos para nossa vida é um ato profundo de liberdade que temos descartado em troca de propaganda enganosa.
Tanta gente se esquece de viver o que está aí em troca desta mercadoria ordinária chamada de felicidade. Que, como toda mercadoria, tem essência de fumaça. Se tivesse de escolher entre esta felicidade de plástico que vendem por aí e a infelicidade, preferiria ser infeliz. Pelo menos, a infelicidade me faz buscar. E a felicidade absoluta é mortífera, ela mata o tempo presente.
Não tenho nenhum interesse por esta pergunta corriqueira: “Você é feliz?”. Acho uma questão irrelevante. O que me interessa perguntar a mim mesma – e pergunto a todos a quem entrevisto é: “Você deseja?”
Desejar é o contato permanente com o buraco, com a falta, com a impossibilidade de ser completo. Desejar é o que une o homem à sua vida. Une pela falta. Tem mais a ver com um estado permanente de insatisfação. Não a insatisfação que paralisa, aquela causada pela impossibilidade da felicidade absoluta; mas a insatisfação que nos coloca em movimento, carregando tudo o que somos numa busca permanente de sentido. Desejar é estar sempre no caminho, conscientes de que o fim não importa. O fim já está dado, o resto tudo é possibilidade.
No filme de Arnaldo Jabor, as melhores frases são de Noel, avô do personagem principal, vivido pelo enorme Marco Nanini. Numa ocasião ele diz ao neto: “Ninguém é feliz. Com sorte, a gente é alegre”. E completa: “A vida gosta de quem gosta dela”. Achei de uma simplicidade brilhante. É isso, afinal. É claro que há uns poucos momentos de felicidade, mas, como diz Noel em seguida, eles duram no máximo uns 10 minutos e se vão para sempre.
Em vez de ficar perdendo tempo com finais felizes ou se perguntando sobre a felicidade ou invejando a suposta felicidade do vizinho ou se sentindo mal porque não é um personagem de comercial de margarina, vale mais a pena tratar de viver. Tratar de gostar da vida para que ela goste de você.
Aliás, nada me dá mais medo do que gente que vive como se estivesse num comercial de margarina. Se aceitarem um conselho: corram dessas vidas de photoshop. Elas não existem. Gente de verdade vive do jeito possível – e tenta lembrar que o possível não é pouco. Isso não significa se acomodar, pelo contrário. Mas abrir os olhos para a novidade do mundo na soma subtraída de nossos dias, desejar a vida que nos deseja.
É como em outra frase, esta dita por um comprador ambulante de coisas antigas num momento crucial do filme. Um delirante Noel, assustado com a proximidade da morte e disposto a retomar a alegria, sacode na rua o personagem de Emiliano Queiroz, gritando: “Hoje é sábado, hoje é sábado”. E o comprador de coisas que já perderam o sentido diz a frase antológica, digna de um frasista como Nelson Rodrigues: “O sábado é uma ilusão”.
Sim, o sábado é uma ilusão. Então, lembre de viver também de segunda a sexta.
ELIANE BRUM
Virou meu mantra desde então. Vejo tanta gente sofrendo por aí, achando que sua vida está aquém do que deveria ser, porque tudo deveria ser só bom. Não sei quando nos enfiaram garganta abaixo esta ideia absurda de um estado de felicidade absoluta. Uma espécie de nirvana a ser alcançado em que nada mais nos perturbaria e que seríamos felizes para sempre. Na verdade, só há um jeito de isso acontecer: podemos ser felizes e mortos. Porque este estado imperturbável, imune à vida, só se alcança na morte.
Acho que a grande causa atual de infelicidade é a exigência da felicidade. É o deslocamento do lugar da felicidade para o centro da vida, como um fim a ser alcançado e a medida de uma existência que valha a pena. Se nos lembrarmos bem dos contos de fadas, o “e foram felizes para sempre” era exatamente o fim da história. Era quando o conto morria num ponto final porque não havia mais nada relevante para ser contado. Tudo o que interessava, o que nos hipnotizava e nos mantinha pedindo a nossos pais ou à professora ou a nós mesmos “de novo, conta de novo”, era o que vinha antes. O desejo, as turbulências, os avanços e recuos, os tropeços e os arrependimentos, os erros, o frio na barriga, a busca. Tudo aquilo que é a matéria da vida de todos. O que realmente importa.
Acho impressionante a quantidade de adultos pedindo um final feliz para as suas vidas, para suas histórias de amor, para o sucesso profissional. Não há nenhum mistério no final. Independentemente do que cada um acredita, o fato é que no final a vida como cada um a conhece acaba. Para viver, o que nos interessa não são os pontos finais, mas as vírgulas. Os acontecimentos do meio, o enredo entre o primeiro parágrafo e o último.
Escrevo pequenas histórias de ficção em um site de crônicas e alguns leitores se manifestam, por comentários ou por email, reclamando do desfecho. Eles me ensinam sobre esta exigência da felicidade por toda parte. Pedem, com todas as letras, “um final feliz”. Sentem-se traídos porque não dou isso a eles. Mas voltam na semana seguinte para se perturbarem com o desfecho do novo conto e reclamar mais uma vez. São adultos pedindo histórias da carochinha. E consumidores bem treinados para achar que tudo é produto de consumo.
Acham que ofereço a eles cachorro-quente. Por favor, um pouco mais de mostarda, duas salsichas, menos pimenta no molho. É muito interessante. Mas, de algum modo, algo nos meus “finais infelizes” os engata. Porque, em vez de me deixar para lá e ler algo mais “feliz”, voltam por alguma razão. Talvez descobrir se me rendi a tal da felicidade.
A ideia de felicidade como um fim em si mesmo encobre e desbota tanto a delicadeza quanto a grandeza do que vivemos hoje, faz com que olhemos para nossas pequenas conquistas, nossos amores nem sempre tão grandiloquentes, nosso trabalho às vezes chato, como se fosse pouco. Apenas porque nem a conquista nem o amor nem o trabalho é só bom. E há uma crença coletiva e alimentada pelo mundo do consumo afirmando que tudo deveria ser só bom. E se não é só bom é porque fracassamos.
Deixamos então de enxergar a beleza de nosso amor imperfeito, de nossa família imperfeita, de nosso trabalho imperfeito, de nosso corpo imperfeito, de nossos dentes imperfeitos e até de nossas taxas de colesterol imperfeitas. De nossos dias imperfeitos. Escolher como olhamos para nossa vida é um ato profundo de liberdade que temos descartado em troca de propaganda enganosa.
Tanta gente se esquece de viver o que está aí em troca desta mercadoria ordinária chamada de felicidade. Que, como toda mercadoria, tem essência de fumaça. Se tivesse de escolher entre esta felicidade de plástico que vendem por aí e a infelicidade, preferiria ser infeliz. Pelo menos, a infelicidade me faz buscar. E a felicidade absoluta é mortífera, ela mata o tempo presente.
Não tenho nenhum interesse por esta pergunta corriqueira: “Você é feliz?”. Acho uma questão irrelevante. O que me interessa perguntar a mim mesma – e pergunto a todos a quem entrevisto é: “Você deseja?”
Desejar é o contato permanente com o buraco, com a falta, com a impossibilidade de ser completo. Desejar é o que une o homem à sua vida. Une pela falta. Tem mais a ver com um estado permanente de insatisfação. Não a insatisfação que paralisa, aquela causada pela impossibilidade da felicidade absoluta; mas a insatisfação que nos coloca em movimento, carregando tudo o que somos numa busca permanente de sentido. Desejar é estar sempre no caminho, conscientes de que o fim não importa. O fim já está dado, o resto tudo é possibilidade.
No filme de Arnaldo Jabor, as melhores frases são de Noel, avô do personagem principal, vivido pelo enorme Marco Nanini. Numa ocasião ele diz ao neto: “Ninguém é feliz. Com sorte, a gente é alegre”. E completa: “A vida gosta de quem gosta dela”. Achei de uma simplicidade brilhante. É isso, afinal. É claro que há uns poucos momentos de felicidade, mas, como diz Noel em seguida, eles duram no máximo uns 10 minutos e se vão para sempre.
Em vez de ficar perdendo tempo com finais felizes ou se perguntando sobre a felicidade ou invejando a suposta felicidade do vizinho ou se sentindo mal porque não é um personagem de comercial de margarina, vale mais a pena tratar de viver. Tratar de gostar da vida para que ela goste de você.
Aliás, nada me dá mais medo do que gente que vive como se estivesse num comercial de margarina. Se aceitarem um conselho: corram dessas vidas de photoshop. Elas não existem. Gente de verdade vive do jeito possível – e tenta lembrar que o possível não é pouco. Isso não significa se acomodar, pelo contrário. Mas abrir os olhos para a novidade do mundo na soma subtraída de nossos dias, desejar a vida que nos deseja.
É como em outra frase, esta dita por um comprador ambulante de coisas antigas num momento crucial do filme. Um delirante Noel, assustado com a proximidade da morte e disposto a retomar a alegria, sacode na rua o personagem de Emiliano Queiroz, gritando: “Hoje é sábado, hoje é sábado”. E o comprador de coisas que já perderam o sentido diz a frase antológica, digna de um frasista como Nelson Rodrigues: “O sábado é uma ilusão”.
Sim, o sábado é uma ilusão. Então, lembre de viver também de segunda a sexta.
ELIANE BRUM
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
sexta-feira de manhã
Talvez seja a chuva... não sei! ou a saudade quem sabe? mas hoje tô precisando de força... daquela que você retira de coisas simples mesmo.. de frases bem feitas ou do abraço bem dado! do carinho que se transmite com um gesto ou do sorvete compartilhado com a melhor companhia do mundo enquanto vocês falam de celulite e dietas! Tô querendo o tempo sabe? o tempo bem vivido.. bem gasto... bem aproveitado! Talvez seja a idade.. Isso.. o aniversário logo logo chega e já serão 21 anos!!! Meeeeu Deus... tô ficando velha! e daqui a pouco as decisões tomadas agora farão mais sentido.. trarão mais consequências! ééé.. percebo que talvez isso seja aquilo que todo mundo diz existir... ciclos! é engraçado perceber essas coisas.. hoje olho pra meu guarda-roupa e o que mais encontro é a estampa xadrez... aquela que um dia cheguei a dizer que parecia toalha de mesa! Sempre fui do ritmo sertanejo e vezenquando me pego escutando Beatles! Sair, antes, só com a galera.. e hoje conto os dias pra ir na missa com meus pais e sairmos comer qualquer coisinha depois.. pq o importante não é a alimentação.. é a companhia! Primeiro direito civil.. hoje: direito penal! De baladas a sábados vazios (por escolha mesmo!)pois é.. tudo indo.. tudo passando.. e não gosto muito de planejar o que virá não.. como disse... hoje tô precisando de força pra construir o agora! pra perceber o sol! pra sentir o calor! ok.. não somos auto-suficientes mas podemos ditar certas regras.. se não encontrar abraços, frases, gestos.. a garra vem dentro.. da vontade de não se abater.. de não se deter!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
almas perfumadas...
Almas perfumadas
Ana Cláudia Saldanha Jácomo
(Para minha avó Edith)
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.
Ana Cláudia Saldanha Jácomo
(Para minha avó Edith)
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas,pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está dançando conosco de rostinho colado. E a gente ri grande que nem menino arteiro.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
pra ficar na história..
Na verdade sim, ontem foi um dia que marcará a história daqueles sensíveis à uma causa.
Melhor do que estar presente para ver e ouvir os gritos e reivindicações de pessoas que buscavam seus objetivos foi compartilhar do mesmo sentimento a tanto tempo aprisionado... foi poder aplaudir e admirar a coragem... foi testemunhar a existência de sonhadores (no mais belo sentido da palavra) que acreditam fielmente no poder da não omissão.
Ontem me senti privilegiada... expectadora de um grande e necessário espetáculo!
Diante de tantos blogs anônimos, tantos textos assinados por palhaços, de palavras sem locutores, me sinto na obrigação de destacar a coragem daqueles que mostraram suas caras pintadas e fizeram ecoar suas vozes! que independente de repressões ou medo foram sim ousadamente corajosos ao aceitarem consequências e julgamentos!
Dignos de nossa admiração.. minha, que venho aprendendo a importância de se assumir riscos e indisposições, mais ainda! o momento me deu força e inspiração!
Me desculpem aqueles que não pensam nem veem a manifestação com o mesmo sentido.. pra vocês deixo minhas desculpas e meu sentimento de pena! triste que não compartilhem de gritos e sonhos! que permaneçam calados aceitando o que vier!
Não me vanglorio também não! sei que mesmo participando da mesma revolta até hoje nunca fiz nada além de reclamar sem providências efetivas.. Mas quem sabe ontem não foi o primeiro passo para a efetivação da tão sonhada democracia acadêmica?
Prestes a nos tornarmos uma Universidade, o dia 10 de agosto, na minha humilde opinião, inaugurou a época do "Nem todo mundo é iludido"!.. e veio para demonstrar que amamos sim nosso curso, que somos sim todos UENP de coração e formação! E que, além de tudo, não mexam nem tente nos prejudicar ou enganar! A comunidade universitária uenpiana que se acreditava muda, ontem, descobriu que sabe falar.. além disso.. demonstrou que pode gritar!
Melhor do que estar presente para ver e ouvir os gritos e reivindicações de pessoas que buscavam seus objetivos foi compartilhar do mesmo sentimento a tanto tempo aprisionado... foi poder aplaudir e admirar a coragem... foi testemunhar a existência de sonhadores (no mais belo sentido da palavra) que acreditam fielmente no poder da não omissão.
Ontem me senti privilegiada... expectadora de um grande e necessário espetáculo!
Diante de tantos blogs anônimos, tantos textos assinados por palhaços, de palavras sem locutores, me sinto na obrigação de destacar a coragem daqueles que mostraram suas caras pintadas e fizeram ecoar suas vozes! que independente de repressões ou medo foram sim ousadamente corajosos ao aceitarem consequências e julgamentos!
Dignos de nossa admiração.. minha, que venho aprendendo a importância de se assumir riscos e indisposições, mais ainda! o momento me deu força e inspiração!
Me desculpem aqueles que não pensam nem veem a manifestação com o mesmo sentido.. pra vocês deixo minhas desculpas e meu sentimento de pena! triste que não compartilhem de gritos e sonhos! que permaneçam calados aceitando o que vier!
Não me vanglorio também não! sei que mesmo participando da mesma revolta até hoje nunca fiz nada além de reclamar sem providências efetivas.. Mas quem sabe ontem não foi o primeiro passo para a efetivação da tão sonhada democracia acadêmica?
Prestes a nos tornarmos uma Universidade, o dia 10 de agosto, na minha humilde opinião, inaugurou a época do "Nem todo mundo é iludido"!.. e veio para demonstrar que amamos sim nosso curso, que somos sim todos UENP de coração e formação! E que, além de tudo, não mexam nem tente nos prejudicar ou enganar! A comunidade universitária uenpiana que se acreditava muda, ontem, descobriu que sabe falar.. além disso.. demonstrou que pode gritar!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
o mês né...
Sugestões para Atravessar Agosto
Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro - e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.
Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir. Dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons deixam a vontade impossível de morar neles; se maus, fica a suspeita de sinistros augúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos, de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzsche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos.
Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos - ou precauções - úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia, categoria originalidade... Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo zap!): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um.Pode ser Natália Lage, Antônio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún, ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à luz da lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se ou lamuriar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informação para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas - coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo; evasão, escapismos. Assumidos, explícitos.
Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter demais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco:.
(Caio Fernado Abreu - O Estado de São Paulo, 06/08/95)
Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro - e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.
Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir. Dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons deixam a vontade impossível de morar neles; se maus, fica a suspeita de sinistros augúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos, de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzsche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos.
Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos - ou precauções - úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia, categoria originalidade... Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo zap!): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um.Pode ser Natália Lage, Antônio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún, ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à luz da lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se ou lamuriar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informação para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas - coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo; evasão, escapismos. Assumidos, explícitos.
Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter demais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco:.
(Caio Fernado Abreu - O Estado de São Paulo, 06/08/95)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
mas mesmo assim te amo...
Ok.. vamos lá.. mais um item pra listinha: não.. nem sempre as pessoas que vc considera terão o mesmo cuidado contigo!
Incrível como consegue me tirar do sério e me deixar magoadamente brava! Eu sei que já deveria ter acostumado com esse seu jeito! Vc sempre foi assim... o tal do desapegado né! Mas peraí.. nós dois somos diferentes! Nossa relação de sintonia e lealdade está acima de tudo lembra? Porque eu demonstro tanta saudade e vc tem a capacidade de passar em frente da minha casa depois de meses sem me ver e não parar nem pra saber se estou viva! Até pq nas condições passadas eu estive doente e vc muito bem soube disso! AAAAAAARGH.. que raiva tenho! Eu só espero um colo e um ombro amigo! No mínimo um ouvido atento me escutando enquanto tomamos uma beem gelada! Há quanto tempo não sentamos juntos e conversamos hein??? Mesmo sabendo que no fim não chegaremos à conclusão nenhuma.. é disso que sinto falta! Nunca a saudade e o medo me afetaram tanto.. e pior.. nunca esperei tanto esse dias chegarem pra te ver e poder chorar um pouco sem culpa ou repressão.. e cadê?? Nããão.. vc não lembrou que eu estaria aqui! Nem se deu o trabalho de ligar.. aliás.. eu.. idiota que sou te ligo e vc ainda me acusa sem saber.. como se sempre fosse a culpada de tudo! A difícil de lidar! Esse não é seu papel.. nos conhecemos o suficiente pra acusarmos defeitos um no outro.. mas agora não to precisando disso.. eu, minha consciência e afins já damos conta de acusações, castigos e punições.. de vc eu esperava carinho.. sei que viriam broncas tb.. é claro! Mas no fundo era só sua presença pra me alegrar um pouco! Sabe que agora é mais um medo pra me afetar né... será que o tempo e a distância estão conseguindo te afastar de mim? até vc que sempre jurei cumplicidade eterna? Se for.. suas atitudes já demonstram.. não é de agora que venho te achando estranho! POR FAVOR.. agora não.. LOGO agora não! Seria mais um tombo.. e já to tão dolorida! Sei que deve ser um pé no saco ter que me agüentar... mas enfim... é demais te pedir umas horinhas depois de tantos e tantos meses?! To me sentindo perdida.. sem vc aqui pra me escutar e sem vc aqui pra olhar e ter a certeza de o que sempre imaginei ser amizade eterna!
Incrível como consegue me tirar do sério e me deixar magoadamente brava! Eu sei que já deveria ter acostumado com esse seu jeito! Vc sempre foi assim... o tal do desapegado né! Mas peraí.. nós dois somos diferentes! Nossa relação de sintonia e lealdade está acima de tudo lembra? Porque eu demonstro tanta saudade e vc tem a capacidade de passar em frente da minha casa depois de meses sem me ver e não parar nem pra saber se estou viva! Até pq nas condições passadas eu estive doente e vc muito bem soube disso! AAAAAAARGH.. que raiva tenho! Eu só espero um colo e um ombro amigo! No mínimo um ouvido atento me escutando enquanto tomamos uma beem gelada! Há quanto tempo não sentamos juntos e conversamos hein??? Mesmo sabendo que no fim não chegaremos à conclusão nenhuma.. é disso que sinto falta! Nunca a saudade e o medo me afetaram tanto.. e pior.. nunca esperei tanto esse dias chegarem pra te ver e poder chorar um pouco sem culpa ou repressão.. e cadê?? Nããão.. vc não lembrou que eu estaria aqui! Nem se deu o trabalho de ligar.. aliás.. eu.. idiota que sou te ligo e vc ainda me acusa sem saber.. como se sempre fosse a culpada de tudo! A difícil de lidar! Esse não é seu papel.. nos conhecemos o suficiente pra acusarmos defeitos um no outro.. mas agora não to precisando disso.. eu, minha consciência e afins já damos conta de acusações, castigos e punições.. de vc eu esperava carinho.. sei que viriam broncas tb.. é claro! Mas no fundo era só sua presença pra me alegrar um pouco! Sabe que agora é mais um medo pra me afetar né... será que o tempo e a distância estão conseguindo te afastar de mim? até vc que sempre jurei cumplicidade eterna? Se for.. suas atitudes já demonstram.. não é de agora que venho te achando estranho! POR FAVOR.. agora não.. LOGO agora não! Seria mais um tombo.. e já to tão dolorida! Sei que deve ser um pé no saco ter que me agüentar... mas enfim... é demais te pedir umas horinhas depois de tantos e tantos meses?! To me sentindo perdida.. sem vc aqui pra me escutar e sem vc aqui pra olhar e ter a certeza de o que sempre imaginei ser amizade eterna!
domingo, 18 de julho de 2010
para os desde sempre...
É engraçado como muitas coisas sabemos na teoria e ainda assim ficamos pasmos quando experimentamos na prática não é?
Sempre soube que pessoas são especiais no seu próprio modo de ser e que por isso mesmo são insubstituíveis..
Não sei se o tempo ou as circunstâncias.. ou quem sabe até mesmo a insegurança vem me desafiando a procurar o controle ou no mínimo a paciência para suportar a distância e a saudade! É óbvio que as coisas mudam e novos amigos se somam e passam a ser especiais do mesmo modo que aqueles que já vem conosco na bagagem.. mas desses antigos e distantes meu coração está com dor de não vê-los.
Fico vendo fotos e legendas de amigas minhas com suas antigas amigas e me dá um nó na garganta... e coisas surgem na memória.. aquelas do tipo: “ a quanto tempo não sei o que é isso!” Nunca fui mto preparada pra mudanças radicais e desencontros permanentes... to aprendendo com o tempo e percebendo o quão necessário esse aprendizado... mas por favor.. todo mundo merece licença pra um pouco de nostalgia né? Prometo que é só por hoje! Só por esse texto vou me permitir relembrar o passado! Até pq.. passado é passado.. não volta mais! Mas hoje tirei o dia pra ver fotos, chorar com elas, ler bilhetes, confissões, puxar na memória situações, momentos e no fim dar risada! Mta risada!!!! Não gosto de clichês mas sei que aqui cabe perfeitamente um.. ta ligado aquele que diz que não devemos nos lamentar porque algo acabou mas agradecer porque aconteceu? Peço desculpas se parece inveja ou coisas do tipo... talvez até seja.. mas quero deixar bem claro que é aquela invejinha branca ta! Sem maldade alguma.. na verdade.. pensando melhor é no fundo admiração! Sim... admiração das amizades longas que perduram no tempo e que se encontram constantemente não deixando nunca a lealdade estremecer! Talvez seja isso.. tenho tantos e tantos momentos passados que somente pessoas que se encontram tão distantes (em tempo e em kilometros mas nunca em sentimento) de mim conhecem que é como se me faltasse todos os dias uma parte da minha própria história! Enfim.. esse texto surgiu da necessidade de colocar tudo isso pra fora e de dizer que pra mim é encantador ver a cumplicidade nas turmas dos meu amigos que me acolheram de uma forma surpreendente! E também de dizer para aqueles desde sempre que os amo infinitamente.. agradecê-los por estarem presentes na formação da minha vida e que morro de saudades a cada novo dia!
Sempre soube que pessoas são especiais no seu próprio modo de ser e que por isso mesmo são insubstituíveis..
Não sei se o tempo ou as circunstâncias.. ou quem sabe até mesmo a insegurança vem me desafiando a procurar o controle ou no mínimo a paciência para suportar a distância e a saudade! É óbvio que as coisas mudam e novos amigos se somam e passam a ser especiais do mesmo modo que aqueles que já vem conosco na bagagem.. mas desses antigos e distantes meu coração está com dor de não vê-los.
Fico vendo fotos e legendas de amigas minhas com suas antigas amigas e me dá um nó na garganta... e coisas surgem na memória.. aquelas do tipo: “ a quanto tempo não sei o que é isso!” Nunca fui mto preparada pra mudanças radicais e desencontros permanentes... to aprendendo com o tempo e percebendo o quão necessário esse aprendizado... mas por favor.. todo mundo merece licença pra um pouco de nostalgia né? Prometo que é só por hoje! Só por esse texto vou me permitir relembrar o passado! Até pq.. passado é passado.. não volta mais! Mas hoje tirei o dia pra ver fotos, chorar com elas, ler bilhetes, confissões, puxar na memória situações, momentos e no fim dar risada! Mta risada!!!! Não gosto de clichês mas sei que aqui cabe perfeitamente um.. ta ligado aquele que diz que não devemos nos lamentar porque algo acabou mas agradecer porque aconteceu? Peço desculpas se parece inveja ou coisas do tipo... talvez até seja.. mas quero deixar bem claro que é aquela invejinha branca ta! Sem maldade alguma.. na verdade.. pensando melhor é no fundo admiração! Sim... admiração das amizades longas que perduram no tempo e que se encontram constantemente não deixando nunca a lealdade estremecer! Talvez seja isso.. tenho tantos e tantos momentos passados que somente pessoas que se encontram tão distantes (em tempo e em kilometros mas nunca em sentimento) de mim conhecem que é como se me faltasse todos os dias uma parte da minha própria história! Enfim.. esse texto surgiu da necessidade de colocar tudo isso pra fora e de dizer que pra mim é encantador ver a cumplicidade nas turmas dos meu amigos que me acolheram de uma forma surpreendente! E também de dizer para aqueles desde sempre que os amo infinitamente.. agradecê-los por estarem presentes na formação da minha vida e que morro de saudades a cada novo dia!
sábado, 10 de julho de 2010
é sem sentido.. eu sei
Acho que mais uma vez falho em atitudes! Por quanto tempo ainda vou optar por caminhos ineficazes e medidas descabíveis? Ta bom, pode me dizer que a mudança e as escolhas só cabem a mim (é o que mais escuto ultimamente) só que já vou avisando.. de alguém com problemas e disposto a solucioná-los não cobre que o mesmo ache seu caminho sozinho do dia pra noite.. sua visão embaçada e seu coração ferido só lhe mostrarão a parte torta! Por muito tempo venho achando que o melhor é não procurar loucamente fotos, recados, texto, olhares, conversas que me machucam e me trazem pra baixo.. olha lá.. mais uma vez eu fugindo, querendo me esconder do óbvio! Eis que hoje acordo e sinto que do maior problema não tem como me ausentar! EU MESMA! Não há lugar melhor, companhia mais eficiente, choro que alivie.. nada disso.. e sabe pq? Por que como me livrar de uma mente paranóica e de um coração covarde? Parece que tudo que leio, tudo que vejo, de algum modo é sim pra mim! ou fala sério, porque acham que esse blog por muito tempo esteve aqui parado? Era eu.. mais uma vez preferindo ficar longe.. ou pelo menos inerte! Não sei porque.. quando dizem não ser pra mim.. uma luz se acende na minha cabeça dizendo.. CUIDADO.. essa frase já entrega.. uma vez dito que não é pra vc.. pode ter certeza que é! Vivo paradoxalmente pedindo para que o tempo passe rápido mas ao mesmo tempo devagar! Para que um dia minhas palavras tenham novamente valor (se é que um dia tiveram)! Para que entendam que posso ESTAR assim.. mas que não SOU assim! Para que entendam minha dor e arrependimento e convertam em voto VERDADEIRO de confiança! Sabe o que é pior de tudo? Quando a culpa própria te pesa todo santo dia e vc não tem pq gritar! Ninguém é obrigado ouvir já que não vai acreditar mesmo...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
ao léu...
Há tempo muito tempo que eu estou longe de casa
E nessas ilhas cheias de distância
O meu blusão de couro se estragou
Ouvi dizer num papo da rapaziada
Que aquele amigo que embarcou comigo
Cheio de esperança e fé, já se mandou
Sentado à beira do caminho pra pedir carona
Tenho falado à mulher companheira
Quem sabe lá no trópico a vida esteja a mil
E um cara que transava à noite no "Danúbio azul"
Me disse que faz sol na América do Sul
Que nossas irmãs nos esperam no coração do Brasil
Minha rede branca, meu cachorro ligeiro
Sertão, olha o Concorde que vem vindo do estrangeiro
O fim do termo "saudade" como o charme brasileiro
De alguém sozinho a cismar
Gente de minha rua, como eu andei distante
Quando eu desapareci, ela arranjou um amante.
Minha normalista linda, ainda sou estudante
Da vida que eu quero dar
Até parece que foi ontem minha mocidade
Com diploma de sofrer de outra Universidade
Minha fala nordestina, quero esquecer o francês
E vou viver as coisas novas, que também são boas
O amor/humor das praças cheias de pessoas
Agora eu quero tudo, tudo outra vez
Minha rede branca, meu cachorro ligeiro
Sertão, olha o Concorde que vem vindo do estrangeiro
O fim do termo "saudade" como o charme brasileiro
De alguém sozinho a cismar
Gente de minha rua, como eu andei distante
Quando eu desapareci, ela arranjou um amante.
Minha normalista linda, ainda sou estudante
Da vida que eu quero dar...
(Tudo Outra Vez - Belchior)
E nessas ilhas cheias de distância
O meu blusão de couro se estragou
Ouvi dizer num papo da rapaziada
Que aquele amigo que embarcou comigo
Cheio de esperança e fé, já se mandou
Sentado à beira do caminho pra pedir carona
Tenho falado à mulher companheira
Quem sabe lá no trópico a vida esteja a mil
E um cara que transava à noite no "Danúbio azul"
Me disse que faz sol na América do Sul
Que nossas irmãs nos esperam no coração do Brasil
Minha rede branca, meu cachorro ligeiro
Sertão, olha o Concorde que vem vindo do estrangeiro
O fim do termo "saudade" como o charme brasileiro
De alguém sozinho a cismar
Gente de minha rua, como eu andei distante
Quando eu desapareci, ela arranjou um amante.
Minha normalista linda, ainda sou estudante
Da vida que eu quero dar
Até parece que foi ontem minha mocidade
Com diploma de sofrer de outra Universidade
Minha fala nordestina, quero esquecer o francês
E vou viver as coisas novas, que também são boas
O amor/humor das praças cheias de pessoas
Agora eu quero tudo, tudo outra vez
Minha rede branca, meu cachorro ligeiro
Sertão, olha o Concorde que vem vindo do estrangeiro
O fim do termo "saudade" como o charme brasileiro
De alguém sozinho a cismar
Gente de minha rua, como eu andei distante
Quando eu desapareci, ela arranjou um amante.
Minha normalista linda, ainda sou estudante
Da vida que eu quero dar...
(Tudo Outra Vez - Belchior)
quinta-feira, 27 de maio de 2010
caminho sem rumo e dias sem sentido.
Tenho medo de ficar sozinha como nunca tive antes! algo mais forte que eu! que me faz chorar e querer colo, ombro! Porque todo este sentimento de perseguição? Porque sempre acho que as pessoas estão falando de mim.. de minhas fraquezas e erros? Porque, mesmo assim, consigo afastar aqueles de que mais preciso? Cultivo pavor de quarto vazio, de casa sem barulho, de tomar banho com a porta trancada! Tenho medo de decepcionar, de pessoas bravas ou magoadas! Quero ficar longe de comida e tenho dúvidas do quanto isso pode ser somente força de vontade! Sonho com meus pais indo para longe de mim quase todas as noites e acordo suando frio com a possibilidade! Penso no futuro e isso me dá um aperto no coração! vontade de largar tudo e esperar aquilo que tiver que vir! Perçebo falta de sentido em quase tudo! Quero ser forte, quero não chorar e na verdade percebo que posso tudo isso.. mas pra quê? Porque nunca foi tão difícil ser determinada como agora? Escrever talvez seja um grito abafado de ajuda.. de Por Favor.. alguém me tire daqui.. dessa angústia, desse nó! mas como pedir auxílio se nem sei o que acontece.. não consigo explicar.. é só uma vontade de dormir e acordar no meu quarto, na minha casa, com a minha família.. com aqueles que me conheçem a anos pra saber quão boa pessoa posso ser! enfim.. não sei.. caminho sem rumo e dias sem sentidos!
sábado, 22 de maio de 2010
e não há nada a ser esperado...
acho engraçado as pessoas se programarem aos sábados à noite! meus fins de semana são tão monótonos! televisão sem programação, internet sem ter o que fazer.. sem contar ter que cozinhar, almoçar sozinha, lavar roupa, arrumar quarto, lidar com a saudade e espantar pensamentos! 2 dias infindáveis! o que seria de mim sem seriados, cobertas e pipoca! sinto falta de barulho, de maquiagem, de carros passando, pessoas falando, roupas espalhadas, perfumes variados! mas mais ainda... sinto saudade do macarrão de sábado anoite, do chá mate com leite e pão francês com manteiga no café-da-manhã, do almoço de domingo servido na hora marcada, sinto falta da mesa grande, da toalha de fundo branco com algumas estampas, das brigas por lugar, por prato ou por aquele garfo! sinto saudade do arroz soltinho e do feijão bem temperado! saudade de acordar cedinho (mesmo sendo domingo) pra deitar no chão da sala com o cara mais incrível do mundo e assistir "auto esporte"! saudade da voz da minha heroina! enfim.. meus sábados já não são embalados pela melodia de "todo mundo espera alguma coisa de um sábado anoite"! tô mais pra "todo sábado é assim.. eu me lembro de nós 2! é o dia mais difícil sem você!"
toca Raul?
"Você procurando respostas olhando pro espaço, e eu tão ocupado vivendo... Eu não me pergunto... Eu faço!"(Raul Seixas)
segunda-feira, 17 de maio de 2010
e hoje tudo me parece meio incompleto.. meio cinzento.. Não sei porque mas acordei sentindo falta do passado! de como era.. de quem eu era! se navegar é preciso.. então pq ter longe aqueles que mais guiam meu caminho? um dia só é muito pouco pra tanta saudade e amor reprimido! queria mais colo, mais café e mais sofá com cobertor! vcs me fazem falta a cada segundo não perto, a cada respirada de angústia ou a cada sonho de felicidade!
terça-feira, 11 de maio de 2010
que não sai da cabeça...
Quando você me encontrar
Não tenha receio de dizer alô
Não mude seus olhos pra outro lugar
Não fique com medo
Se alguém te perguntar
Se eu sou ainda o seu grande amor
Responda apenas que não vai contar
Os nossos segredos
Deixe a dúvida no ar
Pra ninguém saber o que aconteceu
O amor de repente irá voltar
Pra convencer você e eu
A gente não foi feliz como podia ser
Perdemos tempo no tempo
Quando aprendi a te conhecer, notei
Que era só fingimento
A gente não teve culpa se a solidão
Achou pra nós a saída
A vida passa e nesse vai e vem
Amores são coisas da vida
Não tenha receio de dizer alô
Não mude seus olhos pra outro lugar
Não fique com medo
Se alguém te perguntar
Se eu sou ainda o seu grande amor
Responda apenas que não vai contar
Os nossos segredos
Deixe a dúvida no ar
Pra ninguém saber o que aconteceu
O amor de repente irá voltar
Pra convencer você e eu
A gente não foi feliz como podia ser
Perdemos tempo no tempo
Quando aprendi a te conhecer, notei
Que era só fingimento
A gente não teve culpa se a solidão
Achou pra nós a saída
A vida passa e nesse vai e vem
Amores são coisas da vida
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